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Testando o alcance dinâmico da Sony Alpha 7III

Por Rafael Fontana, 16 de diciembre, 2019
Testando o alcance dinâmico da Sony Alpha 7III

Olá amantes da fotografia! Meu nome é Rafael Fontana, eu sou fotógrafo de casamentos e um dos integrantes do time de embaixadores Sony Alpha no Brasil. Neste artigo eu vou compartilhar um pouco sobre a minha experiência com a câmera Alpha 7III, apresentando alguns detalhes que me surpreendem nessa pequena “monstrinha” da Sony, pois tenho fotografado com ela por mais de um ano e já enfrentei diversas circunstâncias.

 

A7M3

 

 

Antes de começar é importante deixar claro o motivo pelo qual eu escolhi essa câmera dentro da gama de equipamentos que a Sony oferece, afinal, definir o modelo certo para realizar um bom trabalho é o primeiro passo para conquistar uma experiência realmente satisfatória. A Alpha 7III é uma câmera de 24 MP com sensor full-frame – e isso influência muito – para mim, que fotografo em torno de 5 mil fotos em um único casamento, em muitos casos em condições de luz adversas, os 24 MP me fornecem o balanço ideal de resolução, o que oferece um bom fluxo de trabalho e sensibilidade gerando imagens com baixo índice de ruído.

Outros modelos interessantes estão na linha 7R (III ou IV). São equipamentos focados em alta resolução (42MP e 61 MP, respectivamente) em um mesmo tamanho de sensor, e com isso, resultam em pixels menores – exatamente por terem mais deles -, digo que eles têm uma “densidade” maior de pixels. Isso é excelente para um fotógrafo de publicidade, por exemplo, que demanda de boa resolução para executar ampliações, mas por outro lado, ele trabalha predominantemente em estúdio, com luz controlada; portanto o ISO não é uma de suas maiores preocupações, pois é exatamente o que afeta essa densidade: quanto maior quantidade de pixels, menor a sensibilidade.

Esse balanço entre resolução, tamanho de sensor e sensibilidade influenciam em outro aspecto extremamente importante que em muitos casos pode fazer a diferença entre conseguir utilizar uma foto ou não. Esse aspecto é o chamado alcance dinâmico, que é a capacidade que a câmera possui de capturar a gama de luz considerando do ponto mais escuro para o mais claro. É o que causa aquele famoso problema de perder a foto porque “estourou” o branco ou o preto. Entenda que esse “estourar” ocorre quando a câmera não consegue ler as diversas tonalidades do branco de um céu, por exemplo, ou mesmo perde todos os detalhes de um ambiente mais escuro a ponto de não conseguir ver a imagem em si.

Como não tenho a pretensão de apresentar as informações em números, vou mostrar algumas imagens que capturei e posteriormente fiz recuperação. A propósito, quero deixar uma coisa bem clara: tirei algumas dessas fotos subexpostas propositalmente para fazer esse teste, porque convenhamos, quem conhece Mirrorless sabe que tanto a tela como o view finder trabalham modo live view ativo, ou seja, você pode ver o resultado antes mesmo de bater a foto. Mas, suponhamos que você tenha feito uma foto subexposta que, por algum motivo, achou linda, mas o cliente só avisou que gostaria de recebê-la mais clara após saírem do local. Essa situação é exatamente uma na qual, ter uma câmera que além de diversas outras características, ofereça um ótimo alcance dinâmico, poderá te deixar tranquilo para fazer esses ajustes.

 

Imagem sem tratamento

 

 

Essa foto do carro no meio de uma floresta é um bom exemplo para ilustrar essa situação. Quando eu capturei essa imagem eu quis manter a neblina que estava no momento; então decidi subexpor propositalmente para depois recuperar as sombras sem perder os detalhes desse clima.

 

Print edição do carro

 

Nesta foto, sem aplicar nenhum tipo de preset, eu subi 3,05 EV para que as cores dos locais onde tem sombra ficassem mais vivas. Como vocês podem ver, a imagem continua com todos os seus detalhes e uma excelente nitidez.

 

Imagem Final

 

 

Agora vou apresentar um caso extremo para mostrar as possibilidades e explorar todo o poder de recuperação do sensor.

 

 

Imagem sem tratamento

 

Nesta primeira imagem mal podemos ver uma pessoa integrando a paisagem. Mas ao abri-la no computador, (lembrando que estou trabalhando em .RAW) subi 4,75 EV, sem nenhum preset, nem redução de ruídos.

 

Print edição mulher

 

 

O principal ponto que eu quero passar é exatamente a ideia do poder de recuperação. Se vocês olharem os meus registros nas redes sociais vão perceber que eu utilizo grão e uma gama de cores formando meus presets na pós-produção que fazem parte do meu estilo; eu adoro fazer esse tipo de imagem (em minhas externas eu consigo obter uma profundidade que me agrada muito, então caso tenha um pouco de ruído de imagem, não me atrapalha). É importante salientar que ao longo da minha carreira passei por diversas marcas, por isso falo com propriedade o quanto me surpreende todo esse poder em uma câmera tão leve e pequena como a Alpha 7III.

 

 

Imagem Final

 

Eu espero que vocês tenham gostado do meu primeiro registro para o Alpha Universe Brasil. Até a próxima!

@rafaelfontanaphotography

 

* A disponibilidade dos produtos mostrados aqui varia entre os locais. Para mais informações sobre sua existência, visite o site da Sony em seu país.

Equipamento usado

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